Uma das vertentes produtivas mais tradicionais da Paraíba é a atividade têxtil. Com a aquisição e implementação de unidades de beneficiamento de algodão nos centros de convergência do produto (1920), a agregação de valor começa a se diversificar uma vez que a “pluma” serviu de matéria-prima para a indústria têxtil, enquanto que o “caroço” (semente) permitiu a produção de óleo.
A partir de 1950, alia-se à indústria têxtil o processamento de sisal, dando ensejo a indústria de cordoaria de sisal que tinha no mercado externo a sua principal meta. Estes dois segmentos produtivos passam a constituir a base da indústria têxtil da Paraíba que, desde então, vem se modernizando radicalmente e crescendo de forma acelerada.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Paraíba emprega aproximadamente 10 mil pessoas na indústria têxtil, sendo o segundo maior empregador do setor na Região Nordeste.
Na comparação entre os últimos cinco anos levantados pelo IBGE (2008 a 2013), o número de pessoas empregadas no setor subiu 20,58% na Paraíba, sendo o segundo maior crescimento da Região Nordeste – a Bahia cresceu 25,78%. Dos nove estados nordestinos, cinco apresentaram redução no número de pessoas empregadas no setor têxtil. Em todo o País, ainda conforme o IBGE, uma queda de 1,56% foi registrada no período analisado.
Suas atividades estão concentradas na área metropolitana de João Pessoa, Campina Grande, Patos, Sousa e Cajazeiras. Destaca-se ainda a presença do Centro Nacional de Pesquisa Tecnológicas do Algodão, vinculado a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), onde foi desenvolvido o chamado Algodão Colorido da Paraíba, cuja fibra já nasce com as colorações marrom e bege, além da tradicional branca.