Grupo Rio Alto implanta na Paraíba o maior parque solar já instalado no Brasil

Grupo Rio Alto implanta na Paraíba o maior parque solar já instalado no Brasil

O Grupo Rio Alto iniciará no município de Santa Luzia e São Mamede o Complexo Solar Santa Luzia, que será o maior parque já instalado no Brasil, com geração de 1,6 gigawatt (GW), com capacidade de suprir mais de 1.1 milhão de casas populares. O anúncio foi feito no último dia 11 pelo governador João Azevêdo em um evento sobre novos empreendimentos na área de energias renováveis.

De acordo com o Diretor Presidente da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba – CINEP, Rômulo Polari, os novos investimentos irão fomentar as cadeias produtivas do estado, representado um divisor de águas para o segmento na região. “Nós nos consolidamos no Nordeste como referencial para atração de investimentos na área de energias renováveis e nesse evento unimos dois importantes investimentos, com o anúncio do maior parque solar da América Latina e da fábrica de painéis fotovoltaicos e com potencial de fabricar a fotocélula”, observou.

O Complexo Solar Santa Luzia, novo projeto do Grupo Rio Alto na Paraíba, será constituído por 28 usinas solares fotovoltaicas de 58MWp, totalizando 1,625GW de capacidade. O projeto está sendo instalado em uma área de mais de 1,7 mil hectares nas cidades de Santa Luzia e São Mamede.

Nesta nova fase será investido mais de R$4,1 bilhões de reais, com estimativa de 2.000 empregos diretos.

Segundo o Sócio Fundador do Grupo Rio Alto, Rafael Brandão, a preocupação com o meio ambiente somada à atual crise hídrica brasileira devido à composição de matriz energética, confirma a visão de que a energia solar é essencial para o desenvolvimento econômico e fornecimento de energia limpa e renovável para o sistema elétrico brasileiro.

“Com o complexo Santa Luzia em operação teremos geração de energia superior a todo o consumo do estado da Paraíba. Além de segurança energética, fundamental para o desenvolvimento brasileiro, o investimento realizado gerará empregos, arrecadação de impostos, benefícios sociais e ambientais em a toda região” – comenta Rafael.

De acordo com informações do Grupo Rio Alto, com a geração de 1.971.000MWh/ano, o Complexo será capaz de suprir mais de 1,6 milhão de residências com energia fotovoltaica. Serão instaladas 1,3 milhão de placas solares, 10,8 mil trackers e 3,7mil string inverts.

O início das obras está previsto para julho deste ano, com previsão de início de entrega dos parques para janeiro de 2023.

Complexo Solar de Coremas

Além do Complexo Solar Santa Luzia o Grupo Rio Alto possui também aqui na Paraíba o Complexo Solar de Coremas, instalado no município de Coremas. Esse projeto foi a primeira outorga de usina solar de grande porte do Brasil, sendo a Rio Alto uma das precursoras dessa fonte no sertão nordestino.

O Complexo Solar de Coremas é constituído por dez usinas de 31,2 MWp. Atualmente três delas já estão funcionando, cinco estão em fase avançada de construção, com previsão de funcionamento para o segundo semestre de 2021. Também no segundo semestre o Grupo Rio Alto irá iniciar as obras de mais duas usinas.

A empresa possui incentivo fiscal concedido pelo Governo do Estado, através do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Industrial da Paraíba – FAIN.  Ao longo da instalação do Complexo Solar de Coremas, o grupo Rio Alto já investiu cerca de R$ 808 milhões e já gerou 1.650 empregos diretos em fase de obras.

Além do investimento e geração de emprego e renda, o Complexo Solar de Coremas desenvolve uma série de ações no sertão do estado. De acordo com o Grupo Rio Alto, ao longo dos anos instalados no estado a empresa realizou ações em escolas do município de Coremas, doou alimentos e insumos para a famílias da zona rural e ofereceu aulas e cursos na área socioambiental para moradores da região. Atualmente, por conta da pandemia, as ações foram adaptadas e ampliadas.

Na construção das usinas, o Complexo possui uma média de 350 colaboradores em todo processo de obra, dando preferência para moradores do município de Coremas. Ainda de acordo com a empresa, 90% de seus colaboradores são paraibanos.

Cuidado com o meio ambiente

Um dos pilares fundamentais do Complexo Solar de Coremas é o cuidado com o meio ambiente. O grupo mantém uma equipe em campo realizando diversos estudos ambientais e socioambientais para a preservação da fauna e da flora atingidas pelo empreendimento. O grupo Rio Alto ainda realiza a reciclagem de 100% do material descartado. Na obra são mantidas equipes com kit de mitigação de danos ambientais, para agirem em casos de vazamentos de óleos de maquinas e equipamentos.

A Rio Alto também produziu uma cartilha sobre a fauna e flora de Coremas-PB e distribuiu de forma digital para as escolas públicas do município. Também foram implantados outros programas, como gerenciamento de resíduos sólidos, gerenciamento de emissões atmosféricas, gerenciamento de ruídos e vibrações, monitoramento da qualidade dos efluentes e gerenciamento ambiental da obra, recuperação das áreas degradadas e monitoramento das alterações microclimáticas.

Atuação em tempos de pandemia

Para proteger os seus colaboradores e diminuir os prejuízos causados pela pandemia, a empresa realizou doações de insumos, equipamentos hospitalares e cestas básicas. Com relação aos seus colaboradores, além de promover ações para esclarecer como evitar o contágio e combater o COVID-19, diariamente uma equipe mede a temperatura dos profissionais que continuam trabalhando no canteiro de obra, utilizam máscaras, luvas e óculos de proteção, além de fornecer ônibus com limite de 20 pessoas, 1 por banco. A alimentação também é feita em horários alternados para diminuir a aglomeração.

“Continuamos acreditando no crescimento econômico da Brasil após a pandemia. Continuamos a desenvolver projetos pelo país, mas principalmente na Paraíba, estado que sempre nos acolheu muito bem. A energia sustentável e renovável está em franco crescimento principalmente no Nordeste. O Grupo está preparado para acompanhar esse desenvolvimento econômico e já prepara diversos novos projetos na área solar” – conclui Edmond Farhat.