Coureiro/Calçadista

Desde o desenvolvimento do ciclo do gado, a região nordestina vem utilizando o couro como matéria-prima para uma gama significativa de objetos que iam desde utensílios domésticos a calçados, passando por vestimentas de couros onde se destacaram o gibão, o chapéu, o cinto, botinas, perneiras, alpercatas, sapatos, chinelos, etc.

A Paraíba, neste particular, apresentou condições muito propícias a esta produção artesanal que gerou “know how” suficiente para a proliferação de curtumes e de pequenas oficinas domésticas (sapateiros) de reparos e fabricação destes utensílios, o que veio a se tornar em uma das mais promissoras atividades produtivas da ainda incipiente industrialização paraibana.

Reconhecendo uma das vocações produtivas mais tradicionais do povo paraibano, o Estado da Paraíba institucionalizou o Pólo de Couro e Calçados com o objetivo de canalizar recursos e esforços em infra-estrutura e estímulos com vistas a incentivar a produção de couros, peles, bolas de couro, bolsas, valises, sandálias, cintos e demais utensílios de couro, etc.

Desempenho do setor:
 – 2º maior exportador do Brasil
– 26 mil pares exportados em 2015
– 21% do total das exportações no Brasil
– 670 empresas ligadas ao setor
– 15 mil pessoas empregadas
– Produção aproximada de 250 milhões pares/ano
– Polos de fabricação: Campina Grande, Patos, João Pessoa, Santa Rita, Bayeux, Guarabira, Catolé do Rocha e Sousa.