Desde o desenvolvimento do ciclo do gado, a região nordestina vem utilizando o couro como matéria-prima para uma gama significativa de objetos que iam desde utensílios domésticos a calçados, passando por vestimentas de couros onde se destacaram o gibão, o chapéu, o cinto, botinas, perneiras, alpercatas, sapatos, chinelos, etc.
A Paraíba, neste particular, apresentou condições muito propícias a esta produção artesanal que gerou “know how” suficiente para a proliferação de curtumes e de pequenas oficinas domésticas (sapateiros) de reparos e fabricação destes utensílios, o que veio a se tornar em uma das mais promissoras atividades produtivas da ainda incipiente industrialização paraibana.
Reconhecendo uma das vocações produtivas mais tradicionais do povo paraibano, o Estado da Paraíba institucionalizou o Pólo de Couro e Calçados com o objetivo de canalizar recursos e esforços em infra-estrutura e estímulos com vistas a incentivar a produção de couros, peles, bolas de couro, bolsas, valises, sandálias, cintos e demais utensílios de couro, etc.